Periodontia: o que segura os dentes no lugar.

Cuidar da gengiva é cuidar dos tecidos que sustentam os dentes, não é um cuidado à parte. E ausência de dor não confirma saúde periodontal.

O que é

Inflamação e destruição não são a mesma fase.

Sangramento, inchaço, retração gengival, mau hálito persistente ou mobilidade dentária podem indicar alterações gengivais ou periodontais.

Gengivite é inflamação da gengiva sem perda dos tecidos que sustentam o dente. Periodontite é a progressão dessa inflamação para destruição desses tecidos de sustentação. É essa destruição, não a inflamação, que muda o prognóstico.

E a doença pode evoluir com poucos sintomas perceptíveis. Por isso o acompanhamento não pode depender só do que você sente.

Sinais

O que merece investigação.

Sangramento frequente durante a escovação ou com o uso do fio dental não é um efeito colateral esperado da higiene. É um dos primeiros sinais de que algo precisa de atenção.

Sangramento ao escovar ou usar fio
Inchaço ou vermelhidão persistente
Retração gengival
Mau hálito persistente
Mobilidade dentária
Histórico de periodontite na família
Como funciona

Do diagnóstico à manutenção.

O tratamento controla a doença, mas a manutenção é o que sustenta o resultado. Pacientes com histórico de periodontite precisam de acompanhamento individualizado contínuo.

01

Exame periodontal

Medidas ao redor de cada dente, avaliação de sangramento, mobilidade e retrações, complementado por exames de imagem quando indicados.

02

Orientação de higiene

Controle de biofilme é a base. Sem isso, qualquer procedimento tem resultado limitado.

03

Instrumentação periodontal

Remoção de cálculo e instrumentação, a raspagem, conforme o que o exame encontrou.

04

Reavaliação

Medir de novo depois do tratamento é o que mostra se a resposta foi a esperada.

05

Manutenção individualizada

Em casos selecionados, procedimentos adicionais podem ser indicados. O intervalo de manutenção depende do seu risco, não de um calendário padrão.

Comparativo

Gengivite e periodontite.

Reversível

Gengivite

Inflamação da gengiva sem perda dos tecidos de sustentação do dente.

  • Responde bem ao controle de biofilme
  • Não houve destruição óssea
  • Diagnóstico por exame clínico
Controlável

Periodontite

Progressão da inflamação para destruição dos tecidos que sustentam o dente.

  • Exige acompanhamento contínuo
  • A destruição já ocorrida não se reverte sozinha
  • Risco de progressão ou recorrência
Quem conduz

Nada se constrói sobre base instável.

Retrato de Dra. Claudine Yumika Sassaki Cunha
Dra. Claudine Yumika Sassaki CunhaDiretora Técnica e Responsável Técnica CROSP 65.086

Movimentação dentária com alinhadores e planejamento de próteses precisam considerar a condição dos tecidos de sustentação. Tratar a posição ou substituir dentes sem estabilizar a saúde periodontal compromete o resultado.

A saúde periodontal também deve ser avaliada antes da colocação de implantes, e os tecidos ao redor de implantes já instalados precisam de manutenção periódica.

A avaliação inicial de todo paciente é feita pela Dra. Claudine Yumika Sassaki Cunha, responsável técnica da clínica. É ela quem dá a visão completa do caso e indica o caminho dentro da equipe, para que você não precise escolher a especialidade sozinho.

Conhecer a equipe completa

O que as pessoas costumam perguntar.

01

Qual é a diferença entre gengivite e periodontite?

Gengivite é inflamação da gengiva sem perda dos tecidos que sustentam o dente. Periodontite é a progressão dessa inflamação para destruição desses tecidos de sustentação, é essa destruição, não a inflamação em si, que caracteriza a doença periodontal.

02

Sangramento na gengiva é normal?

Não. Sangramento frequente durante a escovação ou com o uso do fio dental merece investigação, é um dos primeiros sinais de que algo precisa de atenção, não um efeito colateral esperado da higiene.

03

A periodontite sempre dói?

Não. A doença pode evoluir com poucos sintomas perceptíveis. Ausência de dor não confirma saúde periodontal, por isso o acompanhamento não pode depender só do que você sente.

04

Como a periodontite é diagnosticada?

Por exame clínico periodontal, com medidas ao redor de cada dente, avaliação de sangramento, mobilidade e retrações, complementado por exames de imagem quando indicados. É esse conjunto, não a aparência da gengiva a olho nu, que define extensão e gravidade.

05

Como é feito o tratamento?

Pode envolver orientação de higiene, controle de biofilme, remoção de cálculo, instrumentação periodontal (raspagem), reavaliação e, em casos selecionados, procedimentos adicionais.

06

O tratamento "cura" a periodontite de vez?

Pacientes com histórico de periodontite precisam de acompanhamento individualizado contínuo para reduzir o risco de progressão ou recorrência, o tratamento controla a doença, mas a manutenção é o que sustenta o resultado ao longo do tempo.

07

A saúde periodontal interfere em implantes dentários?

Sim, nos dois sentidos. Ela deve ser avaliada antes da colocação de implantes, e os tecidos ao redor de implantes já instalados também precisam de manutenção periódica.

08

E em relação a alinhadores e reabilitação oral?

Movimentação dentária com alinhadores e planejamento de próteses precisam considerar a condição dos tecidos de sustentação, tratar a posição ou substituir dentes sem estabilizar a saúde periodontal primeiro tende a comprometer o resultado.

09

A saúde da gengiva afeta só a boca, ou existe relação com a saúde do corpo?

Existe relação real, documentada por consensos científicos internacionais, vale um aprofundamento próprio. Veja: Doença Periodontal e Saúde Geral →

Sangrou? Vale investigar.

A avaliação diferencia uma inflamação superficial de uma condição que já afeta os tecidos de sustentação.

  • OndeAv. Fagundes Filho, 141, cj 66, São Judas, São Paulo
  • MetrôA 120 m da estação São Judas
  • HorárioSeg a Sex, 9h às 20h · Sáb, 8h às 13h

Conteúdo revisado clinicamente por Dra. Claudine Yumika Sassaki Cunha (CROSP 65.086), responsável técnica geral