De onde vem a regra dos 6 em 6 meses?
É um hábito amplamente difundido, mas não é uma lei biológica fixa. Uma revisão sistemática Cochrane, atualizada em outubro de 2020 por Fee, Riley, Worthington, Clarkson, Boyers e Beirne, reuniu a evidência disponível sobre o tema e chegou a uma conclusão mais nuançada.
O que essa revisão realmente encontrou?
Para adultos, encontrou evidência de alta certeza de que existe pouca ou nenhuma diferença, em cárie, doença gengival e qualidade de vida, entre voltar ao dentista a cada 6 meses, seguir um intervalo definido pelo risco individual, ou até esperar até 24 meses em alguns casos.
Isso significa que eu posso simplesmente ir menos ao dentista?
Não é essa a leitura correta. O ponto central da evidência é que a frequência deveria ser definida pelo seu risco individual, histórico de cárie, saúde periodontal, hábitos, presença de próteses ou implantes, e não por uma regra genérica aplicada a qualquer pessoa. Para algumas pessoas, isso pode significar intervalos maiores; para outras, com risco mais alto, pode significar acompanhamento mais frequente do que 6 meses.